Noites interiores leva-nos a refletir… porque há Noite mesmo que lá fora seja pleno dia. Mas não é necessariamente triste, como quando, em plena vida, mergulhamos em espaços noturnos de nós mesmos. Os mergulhos são fundamentais pra enxergamos mais a fundo! Tem foto de Rodrigo que tem perfume e sabor de café. Foto externa que às vezes lembra o interior de nossa alma ou nosso estado de observador de janela. É preciso sentirmos as imagens com tato, olfato e silêncio. Os interiores são também nossos corpos ou almas que se mexem, ou serão curumins que ajudaram o trabalhador a encher a carroça? Nos interiores se abrigam sonhos, começam fantasias e revisitamos histórias. São sonhos revelados. A fruta na noite tem cheiro de jaca e sensualidade da condessa. Condessa nem sempre é fruta de conde mas prazer de criança roceira. Noites interiores me apresenta os detalhes da casa enquanto posso passear na minha historia e vivenciar as que Rodrigo me apresenta.

 

João Roberto Ripper

 

Referências:
Mia Couto, Manoel de Barros, Iêda Marques, Rafael Martins e os encantados que me mostram este mundo interior.

 

Exposição no Sesc Santo Antônio de Jesus em 2016.